Diabéticos devem redobrar a atenção com as micoses

O diagnóstico precoce ajuda a diminuir o tempo do tratamento
(FOTO: JOSÉ LEOMAR)
Considerada por muitos como uma inimiga dos frequentadores do mar e da piscina, a micose é uma infecção transmitida com mais facilidade durante o verão. Isso porque, nesta época do ano as condições climáticas mais quentes e úmidas favorecem a reprodução dos fungos que são responsáveis pelo contágio. Em Fortaleza, como é quente o ano inteiro, o risco de micose é permanente.

O infectologista Alberto Chebabo, do Lavoisier Medicina Diagnóstica, afirma que é importante ficar atento à exposição do corpo à umidade constante: “Os fungos que são transmissores da micose e podem se reproduzir até mesmo no suor. Sob altas temperaturas, essa infecção pode surgir entre as dobras das mamas, nos pés, e até mesmo nas regiões genitais. Por isso, é importante manter o corpo seco sempre que possível”.

O médico ainda aponta que os diabéticos são um grupo com maior predisposição a desenvolver a infecção. Segundo ele, “por ter a circulação dos membros inferiores comprometida, o paciente com diabetes também pode ter a necessidade de seguir com o tratamento por mais tempo. Além disso, ele está mais sujeito a desenvolver complicações, já que sua cicatrização também costuma ser prejudicada”.

Entre os sintomas da micose de pele estão: coceira, pele avermelhada, descamação e prurido. “Quando observado esse quadro, o paciente deve procurar ajuda médica o quanto antes. O tempo de tratamento da micose pode ser reduzido consideravelmente quando o diagnóstico é precoce”, afirma o infectologista. Os riscos da infecção se tornar mais grave são pequenos, mas é preciso buscar ajuda médica assim que os primeiros sintomas são observados.

Além da pele, as unhas e o couro cabeludo também podem ser afetados pelos fungos. Para confirmar a presença da infecção e iniciar o tratamento, o médico pode solicitar alguns exames, como o antifungigrama e cultura de material (neste caso, um pedaço da unha afetada é colhida por meio de raspagem). A partir dos resultados, o especialista indica o tratamento mais adequado.

Dicas de prevenção:

-Evite locais de banho compartilhados nas praias, piscinas e academias;

-Tente manter o corpo sempre seco. Lembre-se que o suor também pode ser um ambiente propício para a reprodução dos fungos. Para ajudar, vale usar talco nas regiões mais quentes e úmidas do corpo, como nas dobras;

-Desodorante para os pés podem ajudar a evitar problemas para quem precisa usar sapatos fechados;

-Se puder, tome mais de um banho ao dia quando o tempo estiver muito quente;

-Para evitar as micoses de unha, evite compartilhar utensílios utilizados na hora de cortá-las e pintá-las;

-O tratamento da infecção pode ser utópico, com a administração de cremes, ou oral, com a prescrição de medicamento. Independentemente de qual seja, é preciso segui-lo a risca para que o fungo não volte a se reproduzir nos locais afetados;

-Procure seu médico assim que identificar qualquer sintoma. Além de reduzir o tempo de tratamento, o diagnóstico precoce pode evitar complicações posteriores.


Fonte: Diário do Nordeste