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14 de setembro de 2015

GASTOS: Para tentar fugir da crise, Dilma prepara corte de até R$ 25 bilhões

Em meio a uma violente crise política e econômica, a presidente Dilma tenta apresentar medidas para superar delicado quadro. Foto: LULA MARQUES/ AGÊNCIA PT
A presidente Dilma Rousseff prepara um corte entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões nas despesas do governo como forma de evitar o agravamento da crise. O número final ainda passa por pequenos ajustes. É possível que haja uma nova reunião na manhã desta segunda-feira, 14, para calibrar a lista dos cortes.

Além de reduzir despesas com alguns programas sociais, a União venderá terrenos e imóveis, fará leilão de apartamentos funcionais, revisará contratos, diminuirá secretarias, diretorias e cargos comissionados e proporá ao Congresso a redução de despesas obrigatórias, como gastos com a Previdência e com o funcionalismo público.

A reforma ministerial, outra frente no esforço de Dilma para tentar debelar a crise, deve ficar apenas para a semana que vem. O Executivo promete eliminar dez pastas. Algumas delas, porém, apenas perderão seu status ministerial.

Nos últimos dias, empresários de diferentes ramos da economia cobraram que o Palácio do Planalto promovesse um corte adicional de despesas para reduzir o deficit de R$ 30,5 bilhões enviado por Dilma Rousseff ao Congresso em sua proposta orçamentária para 2016. O rombo, somado à instabilidade política, fez com que o Brasil tivesse sua nota de crédito rebaixada pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, tirando o selo de bom pagador do país.

A pressão fez com que a área econômica estudasse soluções para tirar as contas do vermelho, buscando manter apoio entre setores empresariais.

No sábado, a presidenta convocou reunião para discutir uma reforma administrativa, com redução de despesas nos ministérios. Participaram os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante; da Justiça, José Eduardo Cardozo; da Agricultura, Kátia Abreu; da Ciência e Tecnologia, Aldo Rabelo; das Cidades, Gilberto Kassab; da Integração Nacional, Gilberto Occhi; da Previdência Social, Carlos Gabas; do Esporte, George Hilton; das Comunicações, Ricardo Berzoini; e dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

Ontem o encontro foi os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Impeachment

A oposição na Câmara escolherá o pedido de impeachment apresentado por Hélio Bicudo, fundador do PT, para dar sequência à tramitação do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. A Casa deve tratar formalmente da deposição da petista nesta semana.

A oposição vai requerer ao presidente Eduardo Cunha que se posicione sobre pedidos de impeachment à espera de análise; ele deve negar boa parte das ações. Os oposicionistas questionarão, então, a recusa ao pedido de Bicudo -se o recurso for aprovado em plenário, uma comissão para dar sequência à tramitação poderá ser criada.A peça foi escolhida por ser simbólica (apresentada por um fundador do partido do governo) e mais bem embasada juridicamente.

Cunha já pediu a Bicudo para adequar o pedido aos requisitos exigidos pela Câmara. (das agências de notícias)

Saiba mais
O governo deseja primeiro apresentar uma ampla lista de cortes, inclusive em alguns programas sociais, antes de anunciar formalmente quais novos impostos serão adotados (ainda que temporários) para tentar perseguir uma meta de 0,7% do PIB para o superávit em 2016.

O Planalto tem feito contas diárias sobre os votos de que dispõe para barrar o início de um processo de impeachment contra Dilma Precisa ter inicialmente 257 votos na Câmara para impedir que a oposição derrube eventuais arquivamentos de pedidos de impedimento decididos pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha. Ele não pretende decidir sobre os mais de 10 pedidos contra Dilma nesta semana, mas se for instado por meio de questões de ordem, admite tomar uma posição “com cautela”.



Via O Povo Online