Com contas atrasadas, Amontada e Reriutaba temem corte de energia

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Após tomarem posse no início de janeiro, prefeitos no Ceará temem o corte da energia nas cidades por contas atrasadas herdadas da gestão anterior. É o que relatam os novos gestores de Reriutaba e Amontada. O débito chega a R$ 576 mil, no caso do município do litoral oeste, que acumula falta de pagamento nas contas de agosto a novembro. Na outra cidade, na região Norte, as contas atrasadas de somam mais de R$ 124 mil.

Ao G1, a Enel Distribuição Ceará informou que não realizou o corte de energia de unidades da Prefeitura de Amontada e de Reriutaba.

"A empresa somente toma a decisão de interromper o abastecimento de energia após tentar negociar o débito em várias ocasiões. Os cortes cumprem rigorosamente a resolução 414 da Aneel e ocorrem em unidades consumidoras que não prestam serviços essenciais", disse, por e-mail.

Os gestores das duas cidades relataram que estão em contato com a Enel para negociar as dívidas.

Amontada
Em Amontada, o novo prefeito, Valdir Herbster, disse que a dívida da iluminação pública é de mais de R$ 316 mil, enquanto o restante é relativo aos prédios públicos. "Pode chegar a R$ 761 mil, porque falta coletar dezembro", estima. Sobre a energia, a prefeitura disse que está impossibilitada de fazer novas ligações. "Preciso de ligações, modificações, e estou ameaçado de corte", relatou. Outras pendências incluem a folha de pagamento de dezembro, avaliada em R$ 3,5 milhões, e o repasse do INSS de novembro e dezembro, somados em R$ 790 mil.

Reriutaba
Já em Reriutaba, o prefeito recém-empossado Osvaldo Neto (PDT) descreve problemas de energia em prédios públicos. "Temos relatos de cortes em posto de saúde, ginásio de escola, mas estamos apurando", diz. "A gente não pode fazer ligações novas por causa da inconstância de pagamento, irregular desde fevereiro do ano passado", calcula. Ele também relata atrasos no pagamento de água, do INSS de novembro e dezembro, além do 13º salário, que deveria ser pago em dezembro, mas está pendente.

"O Governo Federal aportou recursos extras da repatriação para os prefeitos equilibrarem as contas. Em Reriutaba, foram R$ 700 mil líquidos, e o recurso entrou no dia 30 de dezembro. Mas tivemos conhecimento de que houve agendamentos para o dia 2 - quando eu já estava prefeito - quase na totalidade para prestadores de serviço e fornecedores. O sistema do banco não permitia cancelar os agendamentos. Sobrou R$ 100 mil, vai servir pra complementar a folha", relata.


Fonte:G1/CE