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17 de março de 2017

CARNE FRACA: Empresas "maquiavam" carne estragada com ácido e até papelão, segundo PF

Os alimentos impróprios para consumo eram destinados tanto ao mercado interno quanto à exportação
Ao longo das investigações que culminaram na Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã desta sexta-feira (17), a Polícia Federal (PF) descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso "maquiavam" carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. Entre produtos químicos e fora da validade, há casos como a inserção de papelão em lotes de frango.

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As empresas, entre as quais estão algumas das maiores coporações do setor, como a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora da Sadia e Perdigão, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

“Tudo isso nos mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva no fim da manhã, na sede da PF em Curitiba. Também participaram da coletiva o superintendente da corporação, Rosalvo Ferreira Franco, o delegado Igor Romário de Paula e o auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Na rede pública do Paraná, também, a PF informou que a salsicha de peru veio com substituição por proteína de soja, fécula de mandioca e carne de frango. Segundo Maurício Moscardi Grillo, inúmeras crianças de escolas públicas do estado estão se alimentando com refeições compostas por produtos vencidos, estragados e muitas vezes cancerígenos, tudo "para atender o interesse econômico desta poderosa organização criminosa".


Agência Brasil/Redação DN