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6 de setembro de 2017

Riscos das notícias falsas são discutidos no Fala Norte e Nordeste 2017


Com a propagação de informações pelas redes sociais, plataformas como Facebook e Whatsapp têm sido campo para a replicação de boatos e mentiras. Para debater a veracidade das notícias, profissionais da comunicação se reuniram ontem no Fala Norte e Nordeste 2017, na Fábrica de Negócios, e analisaram o tema "Fake News - A era da pós-verdade".

Participaram do encontro o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Paulo Tonet Camargo, o sócio-proprietário da Bites Digital, Manoel Fernandes e a presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, Angela Pimenta. O evento tem patrocínio do Sistema Verdes Mares.
"A principal arma contra o fake news é o jornalismo. O profissional faz bem feito com responsabilidade. A notícia falsa se esconde no anonimato. Isso é repetido por diversas vezes nas redes sociais. Uma notícia falsa que difama ou que engana você não tem quem responsabilizar", avalia o presidente da ABERT.
Ainda segundo Tonet, o jornalismo, na atualidade, se mostra necessário mais do que nunca. "O jornalista certifica para o consumidor de informação que aquela notícia foi checada, verificada e certificada sem dúvidas".

Tecnologia
O sócio proprietário da empresa Bites, o jornalista Manoel Fernandes, apresentou no evento um panorama dos últimos 12 meses sobre notícias falsas espalhadas pelo globo. Ao todo, 142 mil tweets, mensagens da rede social twitter, foram publicadas como falsas. Já dos portais foram contabilizadas pela empresa cerca de 10 mil matérias e no YouTube 2.400 mil produções em vídeo. "mentir na informação é algo muito antigo. A mentira na rede no mundo político e econômico é constante. Hoje, traçamos essa dispersão de informações dentro das redes".
Segundo o jornalista, as empresas utilizam programas de computadores para rastrear e ter a dimensão das notícias falsas. "usamos softwares para mapear. As pessoas confiam muito no que se compartilha na rede ou o que está no buscador Google. Eu não estou desmerecendo os nossos produtores independentes. São jornalistas profissionais e empresas de jornalismo. Eles que têm o compromisso com a sociedade, pagam impostos e elas que têm a missão e o propósito jornalístico. O que eu proponho é que precisamos nos apoderar destas tecnologias a nosso favor", analisa.

Programação
O cronograma de atividades do Fala Norte e Nordeste 2017 segue nesta quarta-feira (6). Na programação, assuntos ligados a rádio, tv, internet, gestão de negócios e publicidade.
Pela manhã, de 9h30 às 11h, ocorrem palestras com os temas "redação de roteiros e spots", "jornalismo na radiodifusão" e "ganhando dinheiro com a voz", entre outros assuntos. Já pela tarde, de 14h às 20h, ocorrem palestras voltadas ao lado da gestão de empresas. O final do evento será com a festa do Prêmio Aboio de Comunicação. A jornalista Carmen Lúcia Dummar, presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), avalia com importância a busca pela qualificação e aperfeiçoamento tanto de profissionais quanto dos veículos de comunicação cearenses. "Continuamos investindo na área de radiodifusão. Nós estamos migrando do sinal AM para o fm. Já a tv está sendo digitalizada. Nós continuamos aprimorando tecnicamente nossos veículos, além de mídias virtuais".


Diário do Nordeste