Manifestantes em Fortaleza fazem protesto contra corrupção

Concentração do protesto na Praça Portugal, em Fortaleza (Foto: Gabriela Alves/G1)
Manifestantes se reúnem na Praça Portugal, no Bairro Aldota, na Zona Norte de Fortaleza, em ato contra o governo Dilma Rousseff. Os participantes começaram a chegar por volta das 8h e, até as 10h45, a movimentação era tranquila na área. Os organizadores discursam em cima de caminhões, e não há previsão de caminhada. A Polícia Militar estima a presença de 3 mil pessoas no local e os organizadores dizem que há 6 mil.

Os participantes usam principalmente roupas com as cores da bandeira brasileira e levam cartazes com diferentes temas, como o pedido de reforma polícia, defesa de direitos trabalhistas, fim da corrupção e "Fora Dilma''.

Os manifestantes que estão à frente do movimento pedem a rigorosa investigação do escândalo de corrupção na Petrobras. "'Vim reivindicar nosso direito como cidadão para que tudo seja investigado com rigor, todas as irregularidades sejam investigadas. Nacionalmente, existe um chamamento do "Impeachmet já'', mas primeiramente temos que investigar, ver a veracidade das informações. Estamos aqui cobrando a participação do povo e cada um veio manifestar no seu direito de cidadão'', diz Marcelo Marinho, um dos organizadores do Instituto Democracia e Ética.

"Sou a favor das investigações, que tudo aconteça debaixo da democracia, no mais perfeito estado democrático. Que se abra um inquérito, que a Constituição seja preservada, atendida, respeitada, portanto. Que se investigue, se abra um inquérito e que se chegue e à conclusão, a nosso ver, deve ser o impeachment, diante de tudo que nós vimos aí, de tudo que está explicitado na mídia'', diz o empresário Paulo Angelim, um dos organizadores do protesto. "Para o Brasil melhorar, precisa cada um de nós melhorar nossa atitude'', disse o comerciante, Vicente de Paula Souza.

Nos quatro acessos à praça, o trânsito está bloqueado e com presença de homens do programa de policiamento Ronda do Quarteirão e do Batalhão de Choque.


Fonte: G1/CE